sexta-feira, 28 de junho de 2013

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM- HELGA

Público alvo: 8ª série/ 9ª ano (Ensino Fundamental).
Tempo previsto: de 6 a 9 aulas.
Conteúdos e temas: Traços característicos de um conto.
Competências e habilidades: Explorar, desenvolver e ampliar as capacidades de leitura.
Estratégias: Apresentação de poemas e músicas.
Recursos: Textos escritos e poemas.
Avaliação: Produção de um conto, paródia, leitura, dramatização.

ANTES DA LEITURA

1ª) Faça uma busca a respeito dos conhecimentos que a turma já dispõe em relação ao assunto ou ao próprio texto. (Extrair dos alunos o que já sabem e o que esperam aprender com o texto).

2ª) O texto de Moacyr Scliar se chama “Pausa”. A partir do título, o que você espera que seja tratado no texto?
 - Trabalhar as diversas sugestões que o título pode trazer antes de uma leitura com os alunos:
a) Se alguém já vivenciou esta experiência e o que achou.
b) Qual a ideia da palavra ‘pausa’ que os alunos têm?







3ª) Informações sobre o autor do conto (Moacyr Scliar):
  Moacyr Scliar
Nasceu em Porto Alegre em 1937. Autor de mais de setenta livros em vários gêneros, romance, conto, ensaio, crônica, ficção infanto-juvenil, suas obras foram publicadas em mais de vinte países, com grande repercussão crítica. Recebeu numerosos prêmios, como o Jabuti (1988, 1993 e 2000), o APCA (1989) e o Casa de Las Américas (1989). Foi colaborador em vários órgãos da imprensa no país e no exterior. Teve seus textos adaptados para cinema, teatro, televisão e rádio, inclusive no exterior. Foi médico e membro da Academia Brasileira de Letras. Morreu em março de 2011.
(Entregar uma cópia da pequena biografia do autor para cada aluno)

DURANTE A LEITURA

4ª) Leitura compartilhada em sala de aula (entregar uma cópia do conto para cada aluno e pedir para que cada um leia um parágrafo).
Pausa
“Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando:— Vais sair de novo, Samuel? Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz. — Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente. Ela olhou os sanduíches: — Por que não vens almoçar?— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche. A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:— Volto de noite. As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:- Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente... - Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel. - Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave. Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto. Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira. Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos. Dormir. Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos. Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido. Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio. Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.- Já vai, seu Isidoro?- Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo. Samuel saiu. Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.“

5ª) Ao longo da leitura, faça uma análise de cada parágrafo e identifique os elementos narrativos: tempo, espaço, personagens e foco narrativo). (Cada aluno deverá responder em seu caderno em forma de tópicos)

6ª) Selecione as palavras desconhecidas para que possa interpretá-las dentro do contexto e, posteriormente, equiparar aos significados do dicionário. (O professor deverá colocar na lousa todas as palavras que, para os alunos, são desconhecidas).

7ª) Ao longo da leitura do texto levantar hipóteses sobre o desfecho da história. (O professor deverá ouvir atentamente as sugestões dos alunos).
  • Por que o personagem ia escondido ao hotel?
  • O que ele escondia da esposa?
  • Por que mudava de nome?
  • Qual a sua visão diante do sonho?





DEPOIS DA LEITURA

8ª) Relate suas impressões pessoais sobre o autor e sobre a leitura do texto. (O aluno deverá fazer um pequeno texto sobre o autor e o conto em seu caderno).

9ª) Reúna-se com seus colegas para trocar impressões e informações da leitura para uma maior compreensão do texto.

10ª) Intertextualidade: Leia e escute a música Sossego, de Tim Maia, e faça uma relação com o texto lido em sala: Pausa de Moacyr Scliar.

Sossego - Tim Maia

Ora bolas, não me amole
Com esse papo, de emprego
Não está vendo, não estou nessa
O que eu quero?
Sossego, eu quero sossego
(Refrão)
O que eu quero? Sossego (4x)

Ora bolas, não me amole
Com esse papo, de emprego
Não está vendo, não estou nessa
O que eu quero?
Sossego
(Refrão)
O que eu quero? Sossego (19x)

(O professor poderá colocar a música durante a aula para que os alunos ouçam).

11ª) Atividade final: Após a explicação do professor, produza um conto contendo todas as estruturas do mesmo. (O professor deverá explicar o que é um conto, mostrando toda a sua estrutura. Deverá apresentar, também, diversos textos do gênero).

Referências para melhor entendimento do conteúdo:
  • Filme ‘Click’ de Frank Coraci, estrelado por Adam Sandler.
               


  • Poema “Vou-me embora pra Pasárgada” de Manuel Bandeira:
Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.

Texto extraído do livro "
Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

  • Música “Tarde em Itapoã” de Vinicius de Moraes.

Tarde em Itapoã

Vinicius de Moraes

Um velho calção de banho
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar
Depois na praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de coco
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã
É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Profª Fabiana Texto "Avestruz"


ATIVIDADES DO TEXTO AVESTRUZ MÁRIO PRATA

1)Desenvolver os conhecimentos prévios fazendo perguntas como:

A respeito da situação:

a)Vocês têm animal de estimação? Qual?

b)O que acham de ter um animal de estimação?

A respeito do título:

a)Qual o assunto que o texto tratará?

b)Vocês conhecem uma avestruz? Já viram uma? Como será seu habitat?

A respeito do autor:

a)Conhecem o autor Mario Prata? Já ouviram falar algo sobre ele? Já leram algum texto dele?
A respeito do gênero:

O que é uma crônica? Como se organiza? Quais assuntos que podem aparecer numa crônica? O que é o foco narrativo? Como serão as personagens? Qual será o enredo? Quando e onde as ações do texto acontecerão?:
(Escrever na lousa as conclusões dos alunos)

2)Apresentar a imagem de uma avestruz, pedir para os alunos descreverem o animal . Pedir uma pesquisa sobre: Seu porte ( altura, peso), alimentação, habitat, tamanho do ovo, comportamento. Em seguida compartilhar os resultados com a classe.

3)Fazer leitura silenciosa do texto. Pedir aos alunos que exponham o que entenderam, quais informações conseguiram retirar do texto e anotar as palavras desconhecidas que aparecem no texto.

4) Explorar o foco narrativo, as personagens, o enredo, o espaço e o tempo em que as ações do texto acontecem, completando o quadro abaixo:
Aspecto
Avestruz
Foco Narrativo



Personagem



Enredo



Tempo



Espaço




5))Observe:

O menino quer uma avestruz. O menino quer duas avestruzes. Vimos que o plural de avestruz é avestruzes. E o plural das palavras abaixo?
jornal                                         lápis                                pirex                                ônibus
nariz                                          tórax                               réptil                               país
tênis                                          cruz                                 funil                                luz
túnel                                         trem                                 pires                              xérox
atlas                                          vírus                                 lençol                            álbum
brócolis                                    míssil                                português                     oásis


6)A palavra avestruz é feminina, é usada da seguinte maneira: a avestruz fêmea. O masculino é a avestruz macho. Encontre no caça-palavras 04 nomes de animais que formam masculino/feminino da mesma forma:


7)Relacione as palavras que têm o mesmo significado:
(1)cismar                                             (   )sapato com travas na sola, para jogar futebol.
(2)assemelhar                                      (    )detestar, odiar.
(3)abominável                                      (   )preocupar,pensar com insistência.
(4)chuteira                                           (   )homem que vive à custa de mulher,
(5)gigolô                                              (   )tornar semelhante, tornar-se semelhante.

8)A mãe do garoto do texto mandou um e-mail para sua amiga dizendo que interesse do filho em querer uma avestruz era culpa sua. Mande um e-mail pedindo um animal de estimação a um amigo.
 
9)Faça uma produção de texto criando um final para a história.
















   

Texto: Pausa – Moacyr Scliar

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Público alvo: 9º ano
Recursos:
·        Data show;
·        Laboratório de Informática;
·        Cópia do texto “Pausa” de Moacyr Scliar;
Tempo Previsto:
·        8 aulas

Conteúdos e temas:
Traços característicos do conto, competências para a leitura.

Habilidades a serem exploradas antes da leitura integral do texto:
·        Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.
·        Expectativas em função do autor.
·        Antecipação do tema ou ideia principal a partir dos elementos paratextuais – título.
Procedimentos:
Aula interativa, com participação dialógica dos alunos, valorizando o conhecimento de mundo dos mesmos.
1-     Utilizando o data show, deixar visível, para os alunos, apenas o título do texto “Pausa” (escrito com letras grandes, no centro da página).
2-     Questionar os alunos sobre o que significa a palavra “pausa”, sobre o que eles pensam quando a leem/ouvem?
Ouvir as respostas, considerando todas, sem fazer intervenção negativa. Registrar respostas na lousa.
3- Convidar os alunos a refletirem sobre qual seria o tema do texto – registrar as hipóteses levantadas.

4- Contextualizar sócio-historicamente o autor. Convidar os alunos para uma breve pesquisa biográfica, na sala de informática.
Habilidades a serem exploradas durante a leitura integral do texto:
·        Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes da leitura.
·        Identificação de palavras-chave para a determinação dos conceitos veiculados.
·        Identificação das pistas linguísticas responsáveis pela continuidade temática ou pela progressão temática.
·        Utilização das pistas linguísticas para compreender a hierarquização das proposições, sintetizando o conteúdo do texto.
·        Construção do sentido global do texto.
Procedimento:
 Solicitar leitura individual, em seguida realizar leitura pelo professor.
1- Manter na lousa o levantamento das hipóteses sobre o título. Ao longo da leitura instigar os alunos a confrontar as hipóteses iniciais e o que vão identificando no texto. Questionar sobre o conceito fundamental do texto (oralmente). Chamar a atenção para as palavras que se referem à esposa, caracterizando-a e justificando as atitudes da personagem (Samuel). Solicitar que os alunos identifiquem palavras que caracterizem o ambiente para onde Samuel vai se refugiar. (Ex: hotel pequeno e sujo, poltrona rasgada, etc).
 2- Construir, na lousa, um círculo (como se fosse um relógio, dividido em 12 horas) para uma melhor compreensão das relações entre os acontecimentos do texto e o tempo:
Sequencia temporal/cronológica: antes – durante – depois.
Ex: Os acontecimentos se referem a 12 h. Solicitar que os alunos dividam os acontecimentos em três partes (períodos), justificando com passagens do texto ações realizadas pelo personagem.

3- Ao detectar problemas de compreensão, formular questões que auxiliem os alunos a estabelecer o vínculo entre as informações (oralmente). “Essa expressão se refere a qual outra do texto?”, “Que relação existe entre essa passagem e outra?”. Chamar a atenção para os efeitos denotativos e conotativos da linguagem utilizada pelo autor.
Exemplo de questões para levantar a discussão:
a- Por que Samuel salta, corre, lava-se e veste-se rapidamente?
Efeito conotativo: fuga da realidade
b- “O conjunto era uma máscara escura”. O que isso representa?
Efeito conotativo: esconde sua personalidade, suas escolhas, seus sentimentos.
c- “Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso...”.
Efeito conotativo: supõe-se a chagada de uma pessoa esperada.
Chamar a atenção para a paragrafação. Um parágrafo somente para a palavra “dormir”, sugerindo uma pausa.
Habilidades a serem exploradas depois da leitura:
 Para o desenvolvimento das Habilidades de Leitura abaixo, dar-se-á a realização das seguintes atividades:
Habilidades:
·        Troca de impressões a respeito do texto lido e de trechos não compreendido;
·        Produzir resumos escritos,
·        Opiniar criticamente o texto lido.
Procedimento:
1) Para a primeira habilidade  será pedido aos alunos que respondam oralmente:
a) Além do uso corriqueiro do relógio o que a palavra pode representar?
b) Por que ele insisti e ainda diz "Não há tempo levo um lanche."?
c) O que representa o tempo no texto?
d) Diante da cena "a mulher coçava a axila esquerda" e a má resposta do marido, como deveria ser o relacionamento do casal?
e) Como era a rotina de Samuel?
f) O que significa "Olhou para os lados entrou furtivamente"? Do que será que Samuel foge?



g) Por que Samuel também é chamado de Isidoro no hotel?
h) O que falta na vida de Samuel?
Ao levantarmos esse questionamento os alunos deverão perceber que o tempo é breve, que a Modernidade traz a passagem do tempo sem que ao menos percebêssemos. Atentar para o que as palavras querem dizer realmente, além de reconhecer aspectos do relacionamento da personagem com a esposa e com sua rotina.
 2) Para produzir resumos escritos os alunos deverão responder às seguintes questões para depois escrever efetivamente o resumo.
a) Quem lerá meu resumo? Que linguagem devo utilizar?
b) A história fala de quem?
c) Quando os fatos acontecem?
d) Qual a ideia central do texto?
e) Qual parte torna o texto mais interessante? Por quê?
f) O texto sugere uma reflexão, qual é essa reflexão?
g) O texto se aproxima da nossa realidade? Por quê?

3) Para o desenvolvimento da habilidade "Opinar criticamente o texto lido" é preciso levar o aluno a refletir sobre sua realidade em comparação com a da personagem do texto em questão, para isso  discuti-se, a priori, oralmente com os alunos o seguinte trecho do texto:
"- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.
  - O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo,"
a) Será que Samuel tinha a intenção de mudar sua rotina?
b) Por que ele sempre voltava?
c) Você já observou sua própria rotina? Já pensou em mudá-la?
d) O que Samuel poderia fazer para mudar de vida?
e) A Modernidade, a tecnologia poderiam contribuir para tal mudança?
Após as reflexões os alunos deverão em alguns parágrafos explanar sobre a atitude de Samuel, se aprovam ou não seu comportamento e justificar suas opiniões.

Professora Fernanda 


domingo, 9 de junho de 2013

O livro é...


 Jâine!
Olá colegas!!!
Lembro-me que meu contato com a leitura e escrita aconteceu quando eu tinha quatro anos. Eu participava das escolas bíblicas dominicais da igreja, lá as crianças tinham suas salinhas de aulas, nossa professora, muito carinhosa , nos contava histórias da bíblia, as crianças tinham o dever de ilustrá-las e depois  tentar reproduzir algumas palavras que chamava  atenção nas  histórias. Lembro que eu gostava mais da parte dos desenhos, pois ainda não era totalmente alfabetizada. Porém, no decorrer  do ano, percebi que já escrevia as histórias contadas com facilidade . Com isso, cheguei a escola com sete anos totalmente alfabetizada!Mas confesso que ainda gostava mais de desenhar do que escrever!!
Logo na escola , no final do ciclo I, li o livro “ A ilha Perdida”, que linda aquela história, li quase toda a série, principalmente porque o nome da série me fascinava “Vagalume”.

Perfil

Olá, sou professora Jâine, de língua portuguesa e inglesa, moro em Sumaré já faz 13 anos, leciono na escola Elysabeth , gosto muito de dar aulas, porém nos dias de hoje ser professor não pode mais, é preciso ir além da profissão, é preciso aprendermos a aprendermos a trabalhar, a conviver e a viver também! Mesmo diante das dificuldades procuro não desistir e me dedicar sempre para fazer o melhor!Minha família é primordial em minha vida, nas horas vagas gosto de ouvir músicas e assistir um belo filme, livros, adoro, mas gostaria de ter mais tempo para poder lê-los!!!!!!!Cada curso,cada formação, cada aula e cada aluno passa por mim como um vagão, que juntos faz o trem que me leva nessa viagem da vida!!!!Abraços a todos!!!




terça-feira, 4 de junho de 2013

texto: Onde já se viu?


Texto:  Onde já se viu?    Tatiana Belinky
  " Uma tarde de inverno, estava eu lá, na Rua Barão de Itapetininga, mexendo nas estantes de uma livraria. (Não consigo passar por uma sem entrar pra fuçar no meio dos livros. Desde que eu tinha quatro anos de idade - o que já faz muito tempo - livro para mim é a coisa mais gostosa do mundo. A gente nunca sabe que surpresa vai encontrar entre duas capas. Pode ser coisa de boniteza, ou de tristeza, ou de poesia, ou de risada, ou de susto, sei lá. Um livro é sempre uma aventura, vale a pena tentar!)
   Pois bem, estava eu ali, muito entretida, examinando os livros, quando de repente senti que alguém me puxava pela manga. Olhei para baixo e vi um menino - um garotinho de uns nove ou dez anos, magrelo, sujinho, de roupa esfarrapada e pé no chão. Uma dessas crianças que andam largadas pelas ruas da cidade, pedindo esmola. Ou, no melhor dos casos, vendendo colchetes ou dropes, essas coisas. Eu já ia abrindo a bolsa para livrar-me logo dele, quando o garoto disse:
   - Escuta, dona (Naquele tempo, ninguém chamava a gente de tia: tia era só a irmã do pai ou da mãe.)
   - O quê? - perguntei. - O que você quer?
   - Eu... dona, me compra um livro? - disse ele baixinho, meio com medo.
   Dizer que fiquei surpresa é pouco. O jeito do menino era de quem precisava de comida, de roupa, isso sim. Duvidei do que ouvira:
   - Você não prefere algum dinheiro? - perguntei.
   - Não, dona - disse o garoto, mais animado, olhando-me agora bem nos olhos. - Eu quero um livro. Me compra um livro?
    Meu coração começou a bater forte.
   - Escolha o livro que você quiser - falei.
   As pessoas na livraria começaram a observar a cena, incrédulas e curiosas. O menino já estava junto à prateleira, examinando ora um ora outro livro, todo excitado. Um vendedor se aproximou, meio desconfiado, com cara de querer intervir:
   - Deixe o menino escolher um livro - falei. - Eu pago.
   As pessoas em volta me olhavam admiradas. Onde já se viu alguém comprar um livro para um molequinho maltrapilho daqueles?
   Pois vou lhes contar: foi exatamente o que se viu naquela tarde, naquela livraria. O menino acabou se decidindo por um livro de aventuras, nem me lembro qual. Mas me lembro bem da minha emoção quando lhe entreguei o volume e vi seus olhinhos brilhando ao me dizer um apressado "obrigada, dona!" antes de sair em disparada abraçando o livro apertado ao peito.
   Quanto aos meus próprios olhos, estes se embaçaram estranhamente, quando pensei comigo: "Tanta criança rica não sabe o que perde, não lendo, e este pobre menino - que certamente não era um pobre menino - sabe o valor que tem essa maravilha que se chama livro!"
   Isso aconteceu à vários anos. Bem que eu gostaria de saber o que foi feito daquele menino
...